Uma empresa troca o banco de baterias do nobreak e, de repente, surge uma questão que nem sempre estava no planejamento: o que fazer com todas aquelas baterias usadas?
Não, elas não devem ser simplesmente colocadas no lixo comum. As baterias utilizadas em sistemas de energia ininterrupta fazem parte de uma cadeia que exige cuidados desde o armazenamento e transporte, até a destinação final.
Quando chegam ao fim da vida útil, precisam ser encaminhadas para processos de coleta, tratamento, reciclagem ou outra forma de destinação ambientalmente adequada.
Para empresas que utilizam nobreaks, geradores e outros sistemas de energia de backup, entender esse processo também faz parte de uma gestão responsável da infraestrutura.
Por que baterias usadas precisam de uma destinação adequada?
Baterias podem conter substâncias e materiais que exigem cuidados específicos durante o gerenciamento do resíduo.
As baterias chumbo-ácido, por exemplo, são amplamente utilizadas em sistemas de energia ininterrupta e contêm chumbo e eletrólito. Quando descartadas de maneira inadequada, podem representar riscos ambientais e à saúde.
Inclusive, a legislação brasileira estabelece critérios específicos para o gerenciamento ambientalmente adequado de pilhas e baterias.
A Resolução CONAMA nº 401/2008 estabelece limites para chumbo, cádmio e mercúrio, e define critérios para coleta, reutilização, reciclagem, tratamento e disposição final de diferentes tipos de pilhas e baterias, incluindo baterias industriais.
Além disso, a Política Nacional de Resíduos Sólidos estabelece a logística reversa para pilhas e baterias. O Decreto nº 10.936/2022, que regulamenta a PNRS, define a logística reversa como um conjunto de ações destinadas a viabilizar a coleta e a restituição dos resíduos ao setor empresarial para reaproveitamento ou outra destinação final ambientalmente adequada.
Baterias de nobreak podem ser descartadas no lixo comum?
A Resolução CONAMA nº 401/2008 estabelece que baterias usadas devem ser gerenciadas de maneira ambientalmente adequada e proíbe formas de destinação como lançamento a céu aberto, queima inadequada e lançamento em corpos d’água, entre outras práticas.
Portanto, depois que uma bateria deixa de ser utilizada, a responsabilidade não termina quando ela sai do equipamento. É necessário garantir que ela entre em uma cadeia de destinação apropriada.
O que fazer com as baterias usadas de um nobreak?
O primeiro passo é identificar o tipo e a condição das baterias que serão substituídas.
Depois disso, elas devem ser encaminhadas para uma empresa, o fabricante, distribuidor ou sistema de logística reversa que esteja apto a realizar a coleta e a destinação adequada daquele resíduo.
No caso de baterias industriais utilizadas em sistemas ininterruptos de fornecimento de energia, a própria Resolução CONAMA nº 401/2008 determina que, após o esgotamento energético, elas sejam entregues pelo usuário ao fabricante, importador ou distribuidor, observando o mesmo sistema químico, para que sejam adotados procedimentos de reutilização, reciclagem, tratamento ou disposição final ambientalmente adequada.
Por isso, simplesmente contratar uma coleta de resíduos sem verificar a destinação posterior não resolve todo o problema.
É importante saber para onde a bateria será encaminhada e como será realizado o processo.
O que acontece com uma bateria depois da coleta?
A destinação pode envolver diferentes etapas, dependendo da tecnologia e do sistema químico da bateria.
No caso das baterias chumbo-ácido, por exemplo, materiais podem ser separados e encaminhados para processos de reciclagem e reaproveitamento.
O objetivo é recuperar materiais que podem retornar à cadeia produtiva e, ao mesmo tempo, evitar que componentes potencialmente prejudiciais sejam destinados de maneira inadequada.
Assim, o processo de logística reversa não significa simplesmente retirar a bateria de uma empresa. Ele envolve uma cadeia de coleta, transporte, tratamento e destinação.
Por que esse assunto importa para empresas que utilizam nobreaks?
Uma empresa pode ter apenas um nobreak pequeno ou contar com uma infraestrutura composta por dezenas ou centenas de baterias. Em ambos os casos, existe uma questão de gestão de resíduos.
No entanto, em operações maiores, essa preocupação ganha outra dimensão. Um banco de baterias de um sistema de energia ininterrupta pode ser composto por dezenas de unidades.
Quando chega o momento da substituição, a empresa precisa organizar a retirada das baterias antigas, o armazenamento temporário, a coleta e a destinação adequada.
Além disso, a substituição normalmente precisa ser planejada para não comprometer a disponibilidade do sistema de backup.
Existem, portanto, dois processos acontecendo ao mesmo tempo: a empresa precisa manter sua infraestrutura de energia funcionando e, paralelamente, precisa dar uma destinação adequada aos componentes que chegaram ao fim da vida útil.
A troca do banco de baterias também precisa ser planejada
A substituição das baterias não deveria acontecer apenas quando o sistema apresenta uma falha.
Com manutenção preventiva, é possível acompanhar o estado do banco de baterias e identificar sinais de envelhecimento ou perda de desempenho.
Isso permite planejar a substituição com antecedência. Consequentemente, a empresa consegue organizar melhor:
- a compra das novas baterias;
- a instalação;
- a retirada das unidades antigas;
- o armazenamento temporário;
- a coleta;
- a documentação necessária;
- e a destinação ambientalmente adequada.
Esse planejamento reduz a possibilidade de uma emergência e também facilita a gestão dos resíduos gerados pela própria manutenção da infraestrutura.
Descarte de baterias e responsabilidade ambiental
A gestão adequada de baterias usadas não deve ser vista apenas como uma obrigação burocrática.
Ela faz parte da responsabilidade ambiental das empresas e da gestão correta dos resíduos gerados pelas próprias operações.
A Política Nacional de Resíduos Sólidos estabelece princípios e instrumentos para a gestão e o gerenciamento de resíduos no Brasil, incluindo sistemas de logística reversa.
No caso das pilhas e baterias, o Ibama também destaca que a legislação inclui a Resolução CONAMA nº 401/2008 e a própria Política Nacional de Resíduos Sólidos entre as normas relacionadas à destinação desses resíduos. O órgão também ressalta que a destinação ambientalmente correta deve ser realizada mesmo para tipos de baterias que não estejam abrangidos por determinados requisitos específicos da resolução.
Por isso, empresas que utilizam sistemas de energia de backup precisam considerar a destinação das baterias dentro do planejamento de manutenção da infraestrutura.
Como a Sistab realiza a coleta de baterias usadas?
A Sistab recebe e também realiza a coleta de baterias de seus clientes que chegaram ao fim da vida útil.
Dessa maneira, o cliente não precisa lidar sozinho com a retirada e o encaminhamento das baterias usadas após uma substituição.
A coleta faz parte de uma abordagem mais ampla de atendimento, que considera não apenas o funcionamento dos sistemas de energia, mas também o que acontece com os componentes quando precisam ser substituídos.
Se a sua empresa utiliza nobreaks e precisa substituir o banco de baterias, entre em contato com a equipe da Sistab para entender como funciona o processo de coleta e destinação.
